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Falta exatamente 1 mês para o Natal. Para quem vive e trabalha no ecossistema de bairros planejados, esse período simboliza muito mais do que a chegada das festas. Ele evidencia a força que uma comunidade adquire quando existe uma associação bem conduzida por trás.
Eventos como o Natal não são apenas agendas sociais. Eles são indicadores de maturidade comunitária. Quando vemos famílias ocupando as praças, crianças brincando em segurança, vizinhos que mal se conheciam trocando conversas e criando memórias, percebemos algo fundamental: a gestão do bairro está funcionando. Comunidades fortes não surgem por espontaneidade. Elas são resultado de: ✔️ Governança estruturada ✔️ Zeladoria contínua ✔️ Regras claras e respeitadas ✔️ Segurança presente e eficiente ✔️ Participação ativa dos moradores ✔️ Programação de eventos que reforçam vínculos Um Natal bem organizado mostra que há planejamento de longo prazo, cuidado com a experiência do morador e compromisso com a construção de pertencimento. Mostra que o bairro evolui além da infraestrutura e passa a operar em um nível mais humano e colaborativo. Esse é o ponto central. Quando a associação funciona bem, a comunidade avança para o próximo nível. Há mais engajamento, mais cuidado, mais valorização do patrimônio e, principalmente, mais qualidade de vida. Que este mês que antecede o Natal sirva como um lembrete de que viver bem é fruto de gestão, técnica, diálogo e visão de futuro. E é exatamente isso que buscamos entregar todos os dias nos bairros que assessoramos. Eduardo Eichenberger Fundador e CEO - Global Governance
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Por Eduardo Eichenberger
O crescimento dos bairros planejados no Brasil evidencia uma tendência cada vez mais relevante: a busca por qualidade de vida, pertencimento e sustentabilidade no ambiente urbano. Para que esses empreendimentos alcancem seu pleno potencial, não basta apenas a excelência arquitetônica ou urbanística — é essencial investir em processos de engajamento comunitário estruturado, capazes de transformar moradores em protagonistas da própria comunidade. É nesse contexto que surge a Tutoria Urbana, estratégia que alia educação, participação e governança para valorizar empreendimentos de forma sustentável. Engajamento Comunitário como Pilar de Sustentabilidade A Tutoria Urbana se fundamenta na criação de processos participativos que incentivam o envolvimento dos moradores desde a fase inicial do empreendimento. Por meio de metodologias inspiradas no planejamento participativo, adaptadas à realidade das comunidades planejadas, esse modelo constrói uma base sólida de governança local. Mais do que um mecanismo de gestão, a Tutoria promove cidadania, fortalece o senso de pertencimento e amplia a valorização imobiliária, criando comunidades mais coesas e harmoniosas. Os Quatro Pilares da Tutoria Urbana A experiência demonstra que o sucesso da Tutoria Urbana depende da integração de quatro pilares fundamentais:
Benefícios Tangíveis A implementação da Tutoria Urbana traz resultados mensuráveis. Estudos apontam que comunidades que aplicam esse modelo registram melhorias significativas em indicadores sociais e econômicos. Além disso, a integração de ferramentas de participação pode aumentar em até 65% o engajamento comunitário. Casos de Sucesso Mais de 40 bairros planejados já adotaram a Tutoria Urbana, entre eles empreendimentos de destaque como a Granja Marileusa (MG), a Pedra Branca (SC) e o Parque Una (RS). Esses exemplos comprovam a eficácia da estratégia. Investimento Estratégico Mais do que um método de gestão, a Tutoria Urbana representa um processo educativo e coletivo de construção de comunidades de alto desempenho. Trata-se de um investimento estratégico que gera valor para empreendedores, moradores e para o próprio território, consolidando comunidades urbanas mais justas, acolhedoras e sustentáveis. Conheça a nossa metodologia comprovada e potencialize o seu projeto. Já são dezenas de empreendimentos atendidos por todo o Brasil, sempre com foco à boa gestão, valorização do legado e na construção de comunidades conectadas e engajadas. Conheça a nossa metodologia comprovada e potencialize o seu projeto. Global Governance. Onde a gestão encontra o pertencimento. www.globalgovernance.com.br O envelhecimento populacional já não é “futuro distante”; é realidade de mercado. Ao reposicionar seus projetos imobiliários para entregar bem-estar, saúde e acessibilidade de forma desejável, você:
Em 2025, quem entregar ambientes onde moradia, saúde e experiência de vida se encontram sai na frente. O próximo passo é seu. Conheça a atuação da Global Governance e como podemos agregar valor ao seu processo. GLOBAL GOVERNANCE – Inteligência em Comunidades Planejadas www.globalgovernance.com.br Os Novos Paradigmas das Moradias para o Público 60+
DE rampas e barras de apoio expostas PARA recursos de acessibilidade “invisível” integrada ao design DE lugares afastados PARA bairros vibrantes, com serviços e áreas verdes num raio de caminhada DE cuidados básicos PARA ecossistemas de bem-estar (fitness, natureza, cultura, socialização) Fonte: SeniorLab & ADIT Brasil (consumidormoderno.com.br, adit.com.br) Por Eduardo Eichenberger
Como surfear a onda do Wellness Real Estate para atender ao público maduro e capturar valor no mercado brasileiro Por que olhar para o 60+ agora?
Para o empreendedor imobiliário, isso significa um público com capacidade de consumo, baixa oferta especializada e crescente valorização patrimonial. Quer saber mais? Contate-nos. Global Governance.com.br A criação de novas centralidades urbanas visa aproximar moradia, trabalho, lazer e serviços, proporcionando qualidade de vida, reduzindo deslocamentos e promovendo o desenvolvimento equilibrado das cidades. Para que essa proposta se materialize de forma bem-sucedida, a Associação de Bairro desempenha um papel central, tanto na gestão urbana local quanto no fortalecimento do senso de pertencimento e coesão social.
As Associações de Bairro são essenciais para garantir que os padrões urbanísticos, ambientais e estéticos previstos no planejamento sejam mantidos e valorizados ao longo do tempo. Elas atuam como gestoras do território, promovendo a conservação de áreas comuns, praças, equipamentos de lazer e zelando pela manutenção da infraestrutura urbana, aspectos que são determinantes para a atratividade e a funcionalidade de uma nova centralidade. Ao estruturar um modelo organizacional sólido e representativo, a Associação se torna um interlocutor qualificado junto ao poder público e ao setor privado. Esse papel é determinante para a atração de novos investimentos, como escolas, unidades de saúde, comércio e serviços, que são âncoras fundamentais para a consolidação da centralidade emergente, conforme destacado no artigo. A descentralização urbana propõe a criação de bairros mais autônomos e integrados, e o sucesso desse modelo depende diretamente da capacidade de gerar uma identidade comunitária forte. A Associação de Bairro atua como catalisadora desse pertencimento, promovendo ações de integração social, eventos culturais, esportivos e ambientais, que estreitam laços e estimulam o uso ativo e responsável dos espaços públicos. Com a multiplicidade de novos usos, funções e interesses que caracterizam as centralidades, a presença de uma Associação é fundamental para articular os interesses coletivos dos moradores, empreendedores locais e usuários do bairro. Ela garante que o desenvolvimento ocorra de forma equilibrada, evitando distorções, ocupações irregulares e conflitos de uso. A Associação de Bairro também desempenha, em seu âmbito, a função de monitorar o território, identificar oportunidades e desafios, e participar ativamente da formulação de políticas públicas e privadas que impactam diretamente na vida local. Ao promover a gestão compartilhada e eficiente dos recursos, a Associação assegura a sustentabilidade financeira necessária para a manutenção e desenvolvimento contínuo das áreas comuns, infraestrutura e serviços. Isso contribui para a valorização patrimonial dos imóveis, tornando a nova centralidade mais atrativa para novos moradores e investidores. Assim como a descentralização urbana busca criar cidades mais equilibradas, conectadas e humanas, a Associação de Bairro é a ferramenta institucional que dá vida e sustentação a esse modelo no nível local. Ela transforma o planejamento urbano em realidade cotidiana, garantindo que as novas centralidades não sejam apenas espaços bem projetados, mas sim comunidades vivas, organizadas e resilientes, que oferecem qualidade de vida, oportunidades e coesão social. Sem a presença ativa e estruturada de uma Associação de Bairro, as novas centralidades correm o risco de perder a capacidade de manter os atributos que as tornaram atrativas inicialmente, comprometendo a perenidade do desenvolvimento e o equilíbrio urbano que a descentralização propõe alcançar. Eduardo Eichenberger Ao adquirir um imóvel ou lote em um empreendimento imobiliário, os compradores frequentemente têm em mente uma imagem idealizada: ruas limpas e seguras, crianças brincando livremente, casas e edifícios mantidos em alto padrão e uma comunidade harmoniosa e feliz. Entretanto, essa realidade, desejada e anunciada desde a fase inicial de vendas, não acontece por acaso. Exige-se uma gestão profissional e contínua, papel crucial desempenhado pela Associação de Bairro.
Um empreendimento imobiliário pode ser visto como um organismo vivo que se transforma ao longo do tempo—podendo evoluir positivamente, valorizando-se e proporcionando qualidade de vida aos seus moradores, ou negativamente, deteriorando-se em termos estruturais e sociais. Essa evolução depende diretamente da capacidade da Associação de conduzir e assegurar que a implantação do empreendimento aconteça exatamente como idealizado, garantindo que, após a conclusão e ocupação, o dia a dia reflita a imagem prometida durante a venda. A Associação de Bairro é, portanto, a entidade indispensável para assegurar esse equilíbrio e desenvolvimento saudável. Ela gerencia e supervisiona todas as ações necessárias para preservar e valorizar as instalações, como manutenção constante das áreas comuns, segurança eficiente, limpeza e conservação das vias públicas, bem como promove atividades que estimulam o convívio harmonioso e a integração entre moradores. É esse conjunto de ações que transforma o custo das taxas associativas em um investimento claro e positivo, refletindo diretamente na valorização patrimonial e no bem-estar coletivo. Contudo, ainda há quem perceba a associação somente como um custo adicional. Essa visão limitada muitas vezes surge de experiências negativas, marcadas por gestão ineficiente, falta de transparência e conflitos internos. É justamente por isso que a Associação precisa atuar com transparência, eficiência e profissionalismo, provando seu valor continuamente aos moradores. Diversos empreendimentos no Brasil comprovam que uma associação bem gerida garante a preservação do padrão idealizado inicialmente e promove a felicidade comunitária. Exemplos como Granja Marileusa (MG), Reserva do Paiva (PE) e Viva Park (SC) ilustram claramente que o papel de uma Associação não é apenas uma questão de custo, mas sim um investimento crucial na qualidade de vida, segurança e valorização imobiliária. Portanto, é essencial que proprietários e compradores compreendam e valorizem o papel fundamental que uma Associação exerce na manutenção do padrão do empreendimento. Sem essa gestão cuidadosa e dedicada, o ambiente sonhado pode se tornar vulnerável a diversos problemas, comprometendo sua valorização e qualidade de vida. Assim, contar com uma associação bem estruturada e eficiente não é apenas um custo adicional, mas sim uma estratégia necessária para proteger o investimento imobiliário e garantir a harmonia, segurança e felicidade da comunidade. Eduardo Eichenberger Fundador e CEO - Global Governance www.globalgovernance.com.br No dinâmico mundo do desenvolvimento imobiliário, o sucesso de um empreendimento vai além da execução técnica. Envolve a habilidade de navegar pelos complexos interesses de todos os envolvidos, ou stakeholders. Desde a concepção inicial do projeto até a entrega final das unidades, cada passo deve considerar as expectativas, necessidades e potenciais resistências daqueles que, direta ou indiretamente, influenciam ou são impactados pelo empreendimento.
O Processo de Desenvolvimento Imobiliário e Seus Desafios Desenvolver um empreendimento imobiliário é como montar um quebra-cabeça gigante. Cada peça – seja a elaboração do projeto, obtenção de licenças, estruturação financeira ou até mesmo o marketing e vendas – precisa se encaixar perfeitamente. Mas, além de garantir que todas as peças técnicas estejam no lugar, existe um outro conjunto de peças igualmente importante: os stakeholders. Esses stakeholders incluem desde os vizinhos do futuro empreendimento, preocupados com o impacto ambiental e social, até investidores atentos ao retorno financeiro, passando por órgãos reguladores, ONGs, e até potenciais compradores que sonham com a casa perfeita. Todos eles têm suas próprias expectativas e preocupações, e a forma como esses sentimentos são geridos pode determinar o sucesso ou fracasso de um projeto. Mapeamento e Classificação dos Stakeholders Imagine estar no centro de um grande círculo, cercado por diferentes grupos de pessoas, cada uma com suas próprias expectativas e influências. Este é o cenário que um desenvolvedor imobiliário enfrenta. O primeiro passo para garantir que todos estejam satisfeitos é mapear esses grupos – desde moradores próximos e comerciantes locais até concessionárias de serviços e governos municipais. Mas não basta identificá-los. É crucial classificar esses stakeholders de acordo com o seu impacto no projeto e o quanto o projeto os impacta. Por exemplo, um grupo de moradores pode ter um alto impacto se for capaz de mobilizar a opinião pública contra o empreendimento. Essa classificação ajuda a definir onde focar os esforços e recursos, priorizando aqueles que podem causar maiores impactos. Análise de Interesses e Preocupações Com o mapa em mãos, o próximo passo é entender o que motiva cada grupo e o que os preocupa. Pode ser o medo de uma maior circulação de veículos na área, a dúvida sobre a valorização dos imóveis, ou até a preocupação com o impacto ambiental. Compreender essas dinâmicas é fundamental para evitar surpresas desagradáveis e para planejar a comunicação e engajamento de forma mais assertiva. Estratégia de Comunicação e Engajamento A comunicação é a ponte que conecta as intenções do projeto com as expectativas dos stakeholders. No entanto, essa ponte precisa ser sólida e bem construída. Criar uma estratégia de comunicação clara, com mensagens chave bem definidas, escolher os canais certos, e determinar a frequência de interação são passos essenciais. O objetivo é garantir que todos estejam informados, que dúvidas sejam esclarecidas e que os benefícios do projeto sejam evidentes. Mas comunicação não é apenas falar; é ouvir também. Reuniões, workshops e entrevistas são formas de coletar feedback valioso, promovendo um diálogo contínuo. Quando os stakeholders sentem que suas opiniões são ouvidas e valorizadas, a resistência tende a diminuir e o apoio ao projeto aumenta. Benefícios Compartilhados e Gestão de Expectativas Um empreendimento imobiliário deve ser uma via de mão dupla, onde tanto o desenvolvedor quanto os stakeholders se beneficiam. Negociar acordos que ofereçam vantagens econômicas, sociais, ou ambientais é uma forma eficaz de conquistar apoio. Por exemplo, garantir que uma área verde será preservada pode atrair o apoio de moradores preocupados com o meio ambiente. Por outro lado, promessas exageradas podem ser perigosas. Gerir expectativas de forma realista, deixando claro o que pode e o que não pode ser alterado no projeto, ajuda a evitar frustrações e mantém a credibilidade do desenvolvedor. Mitigação de Riscos e Monitoramento Contínuo Assim como um bom marinheiro sabe que o tempo pode mudar de uma hora para outra, um bom gestor de projetos imobiliários sabe que as atitudes dos stakeholders também podem mudar. Identificar riscos potenciais e desenvolver planos de ação para mitigá-los é crucial. Além disso, é importante monitorar continuamente as percepções e atitudes dos stakeholders, ajustando as estratégias conforme necessário. Política de Boa Vizinhança e Alianças Estratégicas Construir um empreendimento é também construir relações. Implementar uma política de boa vizinhança, que inclua programas de benefícios para a comunidade local, apoio ao desenvolvimento e geração de empregos, fortalece a imagem do projeto e gera boa vontade entre os stakeholders. Formar alianças estratégicas com stakeholders-chave pode ser um trunfo poderoso. Imagine ter um líder comunitário ou uma organização influente como embaixadores do projeto, ajudando a disseminar mensagens positivas e reforçando o suporte ao empreendimento. Conclusão A gestão de stakeholders é mais do que uma tarefa a ser concluída; é um processo contínuo e vital para o sucesso de qualquer projeto imobiliário. Requer uma abordagem estratégica que envolva mapeamento, análise, comunicação, engajamento, e mitigação de riscos. Ao adotar essas práticas, os desenvolvedores não apenas minimizam resistências e maximizam o apoio, mas também garantem que o projeto seja um sucesso duradouro. Em um mundo onde a opinião pública e a responsabilidade social ganham cada vez mais importância, a gestão eficaz de stakeholders se torna uma necessidade estratégica. É ela que permite que um empreendimento não só prospere, mas também deixe um legado positivo para todos os envolvidos. Eduardo Eichenberger MANIFESTO ESG DA ADIT - GLOBAL GOVERNANCE INTEGRA ESSA COMISSÃO
Este manifesto é inspirado no crescente avanço da agenda ESG (Environmental, Social, and Governance) no mundo e engajamento do setor privado neste movimento. Ele também reflete a percepção dos desafios ambientais atuais, reconhecendo o papel significativo que os setores imobiliário e turístico desempenham na sustentabilidade ambiental e na contribuição para redução das emissões no país. O fortalecimento da ADIT Brasil também sublinha a nossa intenção e capacidade de influenciar positivamente esses mercados. Acreditamos que o comprometimento com os princípios ESG conduz a negócios mais rentáveis, resilientes e sustentáveis. Através deste documento, declaramos nosso compromisso em difundir conhecimento e fomentar práticas ESG, em colaboração com os nossos associados, parceiros e o mercado como um todo. A experiência tem demonstrado que a promoção de uma governança corporativa ética, transparente e inovadora é o primeiro passo para propiciar um ecossistema favorável ao desenvolvimento de estratégias voltadas para a sustentabilidade ambiental e o desenvolvimento social. A ADIT Brasil acredita em uma economia onde as organizações criam valor de longo prazo ao considerar todas as partes interessadas no negócio. Nessa perspectiva, reconhecemos que as práticas ESG não apenas ampliam as oportunidades para os negócios, mas também abrem caminhos para o desenvolvimento sustentável e o bem-estar da sociedade. Através da sua Comissão ESG, a ADIT Brasil pretende contribuir para a difusão e o incentivo de práticas que vão além das exigências legais, estimulando as empresas a adotarem soluções sustentáveis e a contribuir para um modelo de desenvolvimento no qual seres humanos e natureza são indissociáveis. Práticas estas que propiciam o desenvolvimento das Novas Economias (Circular, Criativa, Compartilhada e Colaborativa), a criação de empregos e a redução de riscos econômicos e reputacionais para as empresas. A partir deste Manifesto, declaramos o nosso alinhamento com os valores ESG e o nosso compromisso em fomentar esforços para apoiar os mercados turístico e imobiliário na identificação dos seus temas materiais ESG e na realização de práticas que impactem positivamente o desenvolvimento sustentável dos dois setores, da sociedade e do nosso planeta. Comissão ESG da ADIT Brasil – Jan/2024 * Sigla para "Environmental, Social, and Governance", que em português significa Ambiental, Social e Governança. Por Eduardo Eichenberger
No dinâmico mundo do desenvolvimento imobiliário, o sucesso de um empreendimento vai além da execução técnica. Envolve a habilidade de navegar pelos complexos interesses de todos os envolvidos, ou stakeholders. Desde a concepção inicial do projeto até a entrega final das unidades, cada passo deve considerar as expectativas, necessidades e potenciais resistências daqueles que, direta ou indiretamente, influenciam ou são impactados pelo empreendimento. O Processo de Desenvolvimento Imobiliário e Seus Desafios Desenvolver um empreendimento imobiliário é como montar um quebra-cabeça gigante. Cada peça – seja a elaboração do projeto, obtenção de licenças, estruturação financeira ou até mesmo o marketing e vendas – precisa se encaixar perfeitamente. Mas, além de garantir que todas as peças técnicas estejam no lugar, existe um outro conjunto de peças igualmente importante: os stakeholders. Esses stakeholders incluem desde os vizinhos do futuro empreendimento, preocupados com o impacto ambiental e social, até investidores atentos ao retorno financeiro, passando por órgãos reguladores, ONGs, e até potenciais compradores que sonham com a casa perfeita. Todos eles têm suas próprias expectativas e preocupações, e a forma como esses sentimentos são geridos pode determinar o sucesso ou fracasso de um projeto. Mapeamento e Classificação dos Stakeholders Imagine estar no centro de um grande círculo, cercado por diferentes grupos de pessoas, cada uma com suas próprias expectativas e influências. Este é o cenário que um desenvolvedor imobiliário enfrenta. O primeiro passo para garantir que todos estejam satisfeitos é mapear esses grupos – desde moradores próximos e comerciantes locais até concessionárias de serviços e governos municipais. Mas não basta identificá-los. É crucial classificar esses stakeholders de acordo com o seu impacto no projeto e o quanto o projeto os impacta. Por exemplo, um grupo de moradores pode ter um alto impacto se for capaz de mobilizar a opinião pública contra o empreendimento. Essa classificação ajuda a definir onde focar os esforços e recursos, priorizando aqueles que podem causar maiores impactos. Análise de Interesses e Preocupações Com o mapa em mãos, o próximo passo é entender o que motiva cada grupo e o que os preocupa. Pode ser o medo de uma maior circulação de veículos na área, a dúvida sobre a valorização dos imóveis, ou até a preocupação com o impacto ambiental. Compreender essas dinâmicas é fundamental para evitar surpresas desagradáveis e para planejar a comunicação e engajamento de forma mais assertiva. Estratégia de Comunicação e Engajamento A comunicação é a ponte que conecta as intenções do projeto com as expectativas dos stakeholders. No entanto, essa ponte precisa ser sólida e bem construída. Criar uma estratégia de comunicação clara, com mensagens chave bem definidas, escolher os canais certos, e determinar a frequência de interação são passos essenciais. O objetivo é garantir que todos estejam informados, que dúvidas sejam esclarecidas e que os benefícios do projeto sejam evidentes. Mas comunicação não é apenas falar; é ouvir também. Reuniões, workshops e entrevistas são formas de coletar feedback valioso, promovendo um diálogo contínuo. Quando os stakeholders sentem que suas opiniões são ouvidas e valorizadas, a resistência tende a diminuir e o apoio ao projeto aumenta. Benefícios Compartilhados e Gestão de Expectativas Um empreendimento imobiliário deve ser uma via de mão dupla, onde tanto o desenvolvedor quanto os stakeholders se beneficiam. Negociar acordos que ofereçam vantagens econômicas, sociais, ou ambientais é uma forma eficaz de conquistar apoio. Por exemplo, garantir que uma área verde será preservada pode atrair o apoio de moradores preocupados com o meio ambiente. Por outro lado, promessas exageradas podem ser perigosas. Gerir expectativas de forma realista, deixando claro o que pode e o que não pode ser alterado no projeto, ajuda a evitar frustrações e mantém a credibilidade do desenvolvedor. Mitigação de Riscos e Monitoramento Contínuo Assim como um bom marinheiro sabe que o tempo pode mudar de uma hora para outra, um bom gestor de projetos imobiliários sabe que as atitudes dos stakeholders também podem mudar. Identificar riscos potenciais e desenvolver planos de ação para mitigá-los é crucial. Além disso, é importante monitorar continuamente as percepções e atitudes dos stakeholders, ajustando as estratégias conforme necessário. Política de Boa Vizinhança e Alianças Estratégicas Construir um empreendimento é também construir relações. Implementar uma política de boa vizinhança, que inclua programas de benefícios para a comunidade local, apoio ao desenvolvimento e geração de empregos, fortalece a imagem do projeto e gera boa vontade entre os stakeholders. Formar alianças estratégicas com stakeholders-chave pode ser um trunfo poderoso. Imagine ter um líder comunitário ou uma organização influente como embaixadores do projeto, ajudando a disseminar mensagens positivas e reforçando o suporte ao empreendimento. Conclusão A gestão de stakeholders é mais do que uma tarefa a ser concluída; é um processo contínuo e vital para o sucesso de qualquer projeto imobiliário. Requer uma abordagem estratégica que envolva mapeamento, análise, comunicação, engajamento, e mitigação de riscos. Ao adotar essas práticas, os desenvolvedores não apenas minimizam resistências e maximizam o apoio, mas também garantem que o projeto seja um sucesso duradouro. Em um mundo onde a opinião pública e a responsabilidade social ganham cada vez mais importância, a gestão eficaz de stakeholders se torna uma necessidade estratégica. É ela que permite que um empreendimento não só prospere, mas também deixe um legado positivo para todos os envolvidos. Eduardo Eichenberger GLOBAL GOVERNANCE Inteligência em Comunidades Planejadas www.globalgovernance.com.br |